quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Semana de 02-06 de Março

O Pensamento Socrático

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Semana de 25-26 de Fevereiro

CAUSA DO FILOSOFAR
O contexto social e histórico que permitiu às pessoas a invenção da Filosofia nós já analisamos. Mas o que falta verificar é o que motivava alguns a filosofarem. Já na Antigüidade, Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) pensara a respeito:

“A admiração sempre foi, antes como agora, a causa pela qual os homens começaram a filosofar: a princípio, surpreendiam-se com as dificuldades mais comuns; depois, avançando passo a passo, tentavam explicar fenômenos maiores, como, por exemplo, as fases da lua, o curso do sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. Procurar uma explicação e admirar-se é reconhecer-se ignorante”.

ARISTÓTELES. Metafísica, 982 b13.

Para filosofar, segundo Aristóteles, é preciso estar admirado com algo. Basta isso, não há Filosofia sem curiosidade, sem admiração; do contrário, se estamos acostumados com algo e não pensamos sobre ele, não há Filosofia. Olhe para sua própria vida e perceba que quando você tinha menos idade, mais você se admirava com as coisas e mais queria saber porque eram daquela forma, como funcionavam. Porém, na medida que você cresceu e acostumou-se com as coisas, deixando de se admirar com elas, deixou também de lado a atitude filosófica. Filósofos são aqueles que jamais perdem a admiração sobre os grandes ou pequenos segredos do mundo, que passam a vida toda sem deixar se acostumar com as coisas. E mais: veja como termina a citação acima – quando procuramos uma explicação sobre algo encontramo-nos “ignorantes”, descobrimos que não sabemos e que sempre há algo a descobrir. A Filosofia é, sem dúvida nenhuma, uma aventura.

Vamos Filosofar....

1 – Segundo Aristóteles, qual é a causa do filosofar? Explique.
2 – O que leva à morte do filosofar? Explique.
3 – Como nos reconhecemos quando procuramos a explicação sobre alguma coisa? Explique.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Semana de 16-20 de Fevereiro.

Quem pode ser Filósofo?


1 – O QUE É A FILOSOFIA? PARA QUE SERVE?

1. O que significa a palavra filosofia?


“[Filosofia] é uma reflexão crítica a respeito do
conhecimento e da ação, a partir da análise
dos pressupostos do pensar e do agir e, portanto,
como fundamentação teórica e crítica
dos conhecimentos e práticas
(PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais)

A palavra filosofia é de origem grega Φιλοσοφία. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais, lembrando que no grego o vocábulo “amor” possui cinco usos (Eros, Philia, Storge, Xenia e Ágape) e Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio.

Filosofia – Filo (amigo) – Sofia (Sabedoria) -----> Amigo da Sabedoria

Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo é aquele que ama a sabedoria e tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitará infantilizar-se, transformar-se em menino”.
A filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo. A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo. Ela é, antes de qualquer coisa, uma prática de vida que procura pensar os acontecimentos além de sua pura aparência. Assim, ela pode se voltar para qualquer objeto. Pode pensar a ciência, seus valores, seus métodos, seus mitos; pode pensar a religião; pode pensar a arte; pode pensar o próprio homem em sua vida cotidiana. Até mesmo uma história em quadrinhos ou uma canção popular podem ser objeto da reflexão filosófica. A filosofia parte do que existe, critica, coloca em dúvida, faz perguntas importunas, abre a porta das possibilidades, faz-nos entrever outros mundos e outros modos de compreender a vida.
A filosofia incomoda porque questiona o modo de ser das pessoas, das culturas e do mundo. Questiona às práticas políticas, científicas, técnicas, éticas, econômicas, culturais e artísticas. Não há área onde ela não se meta ou indague. Talvez a divulgação da imagem do filósofo como sendo uma pessoa "desligada" do mundo seja exatamente a defesa da sociedade contra o "perigo" que ela representa. O trabalho do filósofo é refletir sobre a realidade, qualquer que seja ela, redescobrindo seus significados mais profundos e apontando possíveis caminhos ou para o individuo ou para a sociedade.
Por fim podemos dizer que a Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofia trata de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia tratava de todos os temas, já que até o século XIX não houve uma separação entre ciência e filosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente. Isto pode ser verificada a partir de uma análise da assim considerada primeira proposição filosófica.

2. Para que serve que a filosofia?
Ciências como a Física, Química, Biologia e até mesmo a Matemática já fizeram parte da Filosofia. Mas, com o avanço da tecnologia, a filosofia e a ciência se separaram. Então, para que serve a filosofia hoje em dia? Atualmente, os filósofos são mais procurados por serem preparados para pensar claramente sobre os problemas. São comuns jornais e outros meios de comunicação perguntarem a opinião de filósofos sobre os temas atuais. Até governos, hospitais, museus e arquitetos pedem seus conselhos e pareceres. Muitos filósofos trabalham em universidades. Eles ensinam aos jovens como pensar e argumentar claramente estudando outros filósofos. Enfim, a filosofia impede a estagnação e desvenda o que está encoberto pelo costume, pelo convencional, pelo poder. Ela é a procura da verdade, não a sua posse, como disse Jaspers, filósofo alemão contemporâneo, concluindo que "fazer filosofia é estar a caminho; as perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transformam-se numa nova pergunta".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Semana de 09 - 13 de Fevereiro

Introdução ao Pensamento Filósofico:
Parte 1


Parte 2

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Todo Homem é Filósofo, Por Gramsci

"É preciso destruir o preconceito, muito difundido, de que a filosofia é algo muito difícil pelo fato de ser a atividade intelectual própria de uma determinada categoria de cientistas especializados ou de filósofos profissionais e sistemáticos. É preciso, portanto, demonstrar preliminarmente que todos os homens são ‘filósofos’, definindo os limites e as características desta ‘filosofia espontânea’, peculiar a ‘todo o mundo’, isto é, da filosofia que está contida: 1) na própria linguagem, que é um conjunto de noções e de conceitos determinados e não, simplesmente, de palavras gramaticalmente vazias de conteúdo; 2) no senso comum e no bom senso; 3) na religião popular e, conseqüentemente, em todo o sistema de crenças, superstições, opiniões, modos de ver e de agir que se manifestam naquilo que geralmente se conhece por ‘folclore’.
Após demonstrar que todos são filósofos, ainda que a seu modo, inconscientemente – já que, até mesmo na mais simples manifestação de uma atividade intelectual qualquer, na ‘linguagem’, está contida uma determinada concepção do mundo, passa-se ao segundo momento, ao momento da crítica e da consciência, ou seja, ao seguinte problema: é preferível ‘pensar’ sem disto ter consciência crítica, de uma maneira desagregada e ocasional, isto é, ‘participar’ de uma concepção do mundo ‘imposta’ mecanicamente pelo ambiente exterior, ou seja, por um dos muitos grupos sociais nos quais todos estão automaticamente envolvidos desde sua entrada no mundo consciente (e que pode ser a própria aldeia ou a província, pode se originar na paróquia e na ‘atividade intelectual’ do vigário ou do velho patriarca, cuja ‘sabedoria’ dita leis, na mulher que herdou a sabedoria das bruxas ou no pequeno intelectual avinagrado pela própria estupidez e pela impotência para a ação), ou é preferível elaborar a própria concepção do mundo de uma maneira consciente e crítica e, portanto, em ligação com este trabalho do próprio cérebro, escolher a própria esfera de atividade, participar ativamente na produção da história do mundo, ser o guia de si mesmo e não mais aceitar do exterior, passiva e servilmente, a marca da própria personalidade?
Pela própria concepção do mundo, pertencemos sempre a um determinado grupo, precisamente o de todos os elementos sociais que compartilham um mesmo modo de pensar e de agir. Somos conformistas de algum conformismo, somos sempre homens-massa ou homens-coletivos. O problema é o seguinte: qual é o tipo histórico de conformismo, de homem-massa do qual fazemos parte? Quando a concepção do mundo não é crítica e coerente, mas ocasional e desagregada, pertencemos simultaneamente a uma multiplicidade de homens-massa, nossa própria personalidade é compósita, de uma maneira bizarra: nela se encontram elementos dos homens das cavernas e princípios da ciência mais moderna e progressista, preconceitos de todas as fases históricas passadas estreitamente localistas e intuições de uma futura filosofia que será própria do gênero humano mundialmente unificado. Criticar a própria concepção do mundo, portanto, significa torná-la unitária e coerente e elevá-la até o ponto atingido pelo pensamento mundial mais evoluído. Significa também, portanto, criticar toda a filosofia até hoje existente, na medida em que ela deixou estratificações consolidadas na filosofia popular. O início da elaboração crítica é a consciência daquilo que é realmente, isto é, um ‘conhece-te a ti mesmo’ como produto do processo histórico até hoje desenvolvido, que deixou em ti uma infinidade de traços acolhidos sem análise crítica. Deve-se fazer, inicialmente, essa análise.”

Vamos Filosofar...
1. Quais as características que se manifestam na filosofia espontânea?
2. Qual a razão de Gramsci considerar todos os seres humanos filósofos?
3. “Somos sempre homens-massa ou homens-coletivos”, a partir desta afirmativa argumente a favor ou contrário a ideia proposta pelo o autor?
4. Qual é o tipo histórico de conformismo, de homem-massa do qual fazemos parte?
5. Pensando a parti do autor, qual deve ser nosso posicionamento frente às questões inerente a humanidade.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009


A Hora é Oportuna... Para fazer diferente!

Ser é Começar
Ser é procurar
a verdadeira razão
de ser,
mas nem sempre se é
o que se pensa ser,
às vezes ser,
é uma questão
de parecer,
parecer é sobreviver,
mas sobreviver
não é bastante,
porque ser bastante
não é ser demasiado
e ser demasiado
não é sinal de crise,
já que tudo é crise,
crise é ser,
ser é estar,
a única verdade
pela qual
vale a pena ser,
aquilo que se é.